
...podemos ver o Pátio das Cantigas da forma que foi feito para ser visto!
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Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos
Eu gosto de cartas de amor, mesmo das ridículas, aliás, especialmente das ridículas!
Não têm é que ter dias marcados... Todos os dias são bons para se ser ridículo!

"Os anos deixam rugas na pele, mas a perda do entusiasmo deixa rugas na alma"
Walter Burke, actor com muitas rugas:)





Ver os Simpsons com ELE (10000 episódios seguidos)...
Se acho horrível aqueles casais que discutem em tudo quanto é lado, por tudo quando é assunto, gritam, berram, insultam-se e dão dois estalos nos filhos (alguém tem de pagar sempre pelo mau humor...), o radicalmente oposto também me faz confusão. Os mesmos hábitos, os silêncios que dizem mais que muito, a submissão a tudo e mais alguma coisa e no fim, vai-se a ver, e é tudo oco. Não há nada lá dentro. Simplesmente porque acreditam que é melhor assim, que discutir é coisa de gente sem nível (atenção, falo de conversar e discutir assuntos, não falo de insultos, berros, gritaria e "peixeirada") e que o bonito é manter sempre o mesmo tom, a mesma concordância, as mesmas perguntas de retórica e o mesmo nível de pseudo-diplomacia. Mesmo que isso implique que sejam infelizes, que tenham muito para dizer mas calam sempre, que sejam pessoas completamente apagadas e sem vida.
Tenho para mim que a existirem, haverá um dia em que estas pessoas acordam cansadas... uma da outra.